

Em 2026, a maioria dos municípios portugueses vai manter ou reduzir as taxas do IMI, mantendo-se dentro dos limites legais (0,30% a 0,45% para prédios urbanos). Mais de metade das autarquias aplicará a taxa mínima de 0,30%, e apenas uma minoria anunciou aumentos.

Comprar casa pode ser até 550 euros mais barato por mês do que arrendar, como resultado da descida das taxas de juro e dos valores elevados das rendas no mercado imobiliário português.
A escolha entre comprar casa ou arrendar sempre foi uma das principais decisões para quem procura autonomia habitacional. No entanto, o atual contexto do mercado imobiliário alterou de forma significativa esta equação.
A escassez de imóveis disponíveis para arrendamento e o aumento contínuo das rendas tornaram o arrendamento uma opção financeiramente mais onerosa. Em muitos casos, a compra de casa com recurso a crédito à habitação revela-se mais vantajosa, mesmo perante preços de venda elevados.
O mercado de arrendamento encontra-se sob forte pressão, com uma oferta limitada e valores mensais que consomem uma parte significativa do rendimento das famílias. Esta realidade tem levado muitos agregados familiares a reconsiderar a compra de habitação como alternativa ao arrendamento.
Apesar do investimento inicial associado à compra, a prestação mensal do crédito à habitação tende a ser mais previsível e, frequentemente, inferior à renda praticada para imóveis com características semelhantes.
Após o pico das taxas de juro registado desde 2022, uma política monetária mais favorável e um maior controlo da inflação proporcionaram algum alívio nas prestações bancárias.
Esta descida tornou o crédito à habitação mais acessível e acentuou a diferença entre comprar casa e arrendar. Em várias cidades, a poupança mensal associada à compra pode atingir cerca de 550 euros, mesmo considerando encargos como IMI, condomínio e custos de manutenção.
Em zonas urbanas como o Porto, o arrendamento de um apartamento com cerca de 80 metros quadrados pode ultrapassar os 1.390 euros mensais. Em comparação, a compra de um imóvel com características semelhantes implica encargos mensais a rondar os 1.040 euros.
Esta diferença demonstra que comprar casa pode ser financeiramente mais sustentável a médio e longo prazo, num mercado onde a procura continua a superar largamente a oferta.
Comprar casa deixou de ser apenas uma escolha associada à estabilidade habitacional e passou a representar, para muitas famílias, a opção mais racional do ponto de vista financeiro, face às atuais condições do mercado imobiliário e do arrendamento em Portugal.
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