

Em 2026, a maioria dos municípios portugueses vai manter ou reduzir as taxas do IMI, mantendo-se dentro dos limites legais (0,30% a 0,45% para prédios urbanos). Mais de metade das autarquias aplicará a taxa mínima de 0,30%, e apenas uma minoria anunciou aumentos.

A dinâmica do mercado imobiliário no Porto resulta de vários fatores que atuam em simultâneo. Em primeiro lugar, a escassez de nova oferta habitacional pressiona o ritmo das vendas. Em segundo lugar, os promotores imobiliários procuram assegurar níveis mínimos de pré‑venda antes de avançarem com as obras.
Além disso, muitos investidores compram antecipadamente porque esperam uma valorização do ativo até à conclusão do projeto. Assim, as vendas em planta tornam‑se uma estratégia recorrente tanto para quem promove como para quem compra.
No segmento mainstream e médio‑alto, as vendas antecipadas ocorrem com grande frequência. Nestes casos, os compradores decidem rapidamente, sobretudo quando encontram preços competitivos e boas localizações.
Por outro lado, no segmento premium, o processo de decisão é mais seletivo. Embora também existam vendas em fase de projeto, os compradores analisam com mais cuidado as características do imóvel e o posicionamento do empreendimento.
O perfil dos compradores mostra uma clara divisão entre habitação própria e investimento. Por um lado, entre 55% e 65% das aquisições são feitas por famílias, sobretudo jovens, que procuram casa própria em zonas menos centrais e mais acessíveis.
Por outro lado, entre 35% e 45% dos negócios destinam‑se a investimento. Nestes casos, os compradores procuram rendimentos através do arrendamento de longo prazo ou da valorização patrimonial. Além disso, destacam‑se as tipologias T0 e T1 em localizações com maior liquidez ou procura internacional.
Os empreendimentos residenciais novos no Porto permanecem no mercado, em média, entre 2 e 6 meses. No entanto, os tipos mais procurados, como T1 e T2, vendem‑se ainda mais rapidamente.
Em contraste, no segmento premium, o processo de venda é mais demorado. Nestes casos, a decisão dos compradores pode prolongar‑se para além dos nove meses, sobretudo quando se trata de imóveis de valor elevado.
Ao longo da última década, o preço médio por metro quadrado no Porto aumentou de cerca de 1.000 euros para quase 3.000 euros. Além disso, em zonas muito valorizadas, existem imóveis que atingem valores de até 10.000 euros por metro quadrado.
Esta evolução confirma a forte pressão da procura sobre a oferta disponível. Por conseguinte, os preços mantêm‑se elevados em vários segmentos do mercado.
A elevada procura por habitação própria e por investimento continua a impulsionar a absorção rápida da oferta. Consequentemente, o mercado imobiliário no Porto mantém‑se dinâmico e competitivo.
Enquanto a oferta nova permanecer limitada, é expectável que as vendas em planta continuem a representar uma parte significativa do mercado. Assim, este modelo deverá manter‑se como uma das principais formas de comercialização de habitação nova na cidade.
Ler toda a noticia em dinheiro vivo